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Voluntariado pela WorkWay – 10 Curiosidades sobre minha experiência no deserto espanhol

Por Évelin Karen

Depois de passar por uma experiência muito bem sucedida no meu primeiro voluntariado na Europa pela Worldpackers em Alvor, foi hora de fazer meu primeiro voluntariado utilizando o Workaway.

Localizada no Deserto de Tabernas, Almería é um destino que tem atraído cada vez mais os olhares de muitos viajantes. Confesso que nunca tinha ouvido falar da cidade, mas conforme falei no post sobre Granada, como não consegui entrar em nenhuma vaga nos lugares que eu queria, acabei optando por sair da minha zona de conforto e escolher também lugares próximos as grandes cidades turísticas espanholas.

E como foi este meu voluntariado pela Workaway? Separei aqui 10 curiosidades aleatórias da minha curta estada de uma semana em Aguadulce.

1- Reserva ou confirmação de viagem

Diferente do Worldpackers, no Workaway não recebemos nenhuma confirmação da viagem constando a data e o endereço do voluntariado. O site serve apenas para fazer o meio de campo entre voluntário e anfitrião. No meu caso, a host passou o Whatsapp dela e passamos a nos comunicar por lá. Mesmo assim confesso que fiquei insegura, pois enquanto não cheguei na casa dela não tinha muita noção do lugar que eu estava indo ou o que iria fazer. Ponto negativo!

2- A primeira impressão da chegada

No primeiro dia fiquei bastante assustada, como o Chaves no episódio em que ele entra na casa da Bruxa do 51. Entrei no meu quarto e logo de cara vi um palhaço (parecido com aqueles dos filmes de terror) e um quadro que parecia a morte com a machadinha. Dias depois olhei com mais calma para o quadro e percebi que era apenas uma cigana rs. Pode parecer besteira para muitos, mas a minha energia não bateu tanto assim com a do lugar. Ponto negativo!

3- Minhas tarefas

Neste voluntariado tive uma grande diversidade de tarefas: podei plantas, colhi folhas, ajudei a instalar uma cerca, lavei e pintei paredes, limpei armários. Cada dia era uma coisa nova para fazer (e aprender). Ponto positivo!

4- Free Yoga

Dentre as coisas boas desta experiência, a melhor delas foi a prática de yoga. No dia que eu cheguei pude fazer uma aula em grupo e nos outros dias fazia apenas com a minha host. Uma das memórias que guardo com muito carinho desta viagem são as” shavasanas” que a gente fazia quando a noite caia e as estrelas começavam a tomar conta do céu. Gratidão define! Ponto positivo!

5- Sol e mar

A uma curta distância da onde estava hospedada ficava um dos destinos que eu mais curto no universo: uma praia (e que praia!). Aguadulce é um lugar encantador do mediterrâneo: uma piscina sem ondas e a água não é tão fria. Ponto positivo!

6- Conhecendo uma Alcazaba de graça!

Em Granada pude ver de longe a Alhambra e sabia que se tivesse tempo para visitá-la também precisaria de dinheiro para pagar a entrada. Já em Almeria descobri uma imponente Alcazaba (aliás, a maior construída pelos árabes na Espanha) e que serviu até de cenário em algum episódio de Game of Thrones (que eu nunca nem vi). Passei algumas horas explorando aquela imponente construção e pensando nas histórias que já aconteceram dentro daquela fortaleza. Ponto positivo!

7- Falta de liberdade

Falta de liberdade numa experiência onde pude ficar num quarto privado? Parece até loucura, mas foi o que eu senti e não foi por conta do quarto. Nesta experiência eu não podia curtir um dia em casa descansando se eu quisesse, pois se a host ia sair eu tinha que sair também (sim, eu não podia ficar sozinha na casa). Lá eu também não tinha um horário fixo/ definido de trabalho. Isso acabou me prendendo, me privou da liberdade de escolha e eu tive que viver meus dias em Almeria de acordo com a agenda da minha anfitriã. Ponto negativo!

8- Comida na faixa

Esta foi minha única experiência em que tive todas as refeições inclusas. Café da manhã, almoço e jantar todos bancados pela anfitriã (tanto os que tive em casa quanto as que fomos ao restaurantes). Nesta brincadeira consegui poupar bastante dinheiro (aliás, só gastei porque sou a louca do chocolate, sorvete e cerveja, caso contrário teria gastado apenas com a passagem de ida e volta). Ponto positivo!

9- Degustando comidas diferentes

Quem me conhece sabe que eu não sou o tipo de pessoa que curte experimentar comidas novas. Sim, eu sou o tipo que se está na gringa e vê um restaurante que serve arroz com feijão não pensa duas vezes em pedir um bom PF ao invés de dar uma chance para a culinária local (e isso é algo que que QUERO MUITO mudar). Fato é que um dia minha host fez uma massa super fina com camarão e mexilhões para o nosso almoço. Quando eu olhei aqueles mexilhões pensei “bom, na hora de fazer meu prato eu pesco uns camarões e já era”. Mal sabia eu que minha host iria servir o meu prato e é claro que veio cheio de mexilhões! O que fazer numa hora destas? Isso nenhum blog de viagem passa tutorial rs

Fiz igual criança que fica revirando a comida, sabe? Comi pouco, devagar e claro que soltei um “nossa, que delícia!!! Mas você colocou muita comida pra mim e eu como tão pouco….” Se colou ou não nunca saberemos! Ponto neutro!

10- Susto no ônibus

No dia que eu estava indo embora, peguei um ônibus em Aguadulce com destino à rodoviária de Almeria. Os ônibus lá são “estranhos”, pois parecem aqueles ônibus de viagem (sem catraca e com bancos estofados). Até aí tudo bem. Entrei com as minhas mochilas e já fui para o final do ônibus, pois assim incomodaria menos pessoas. Achei um lugar com dois assentos livres e ali sentei. Porém, apareceu um cara super escroto e começou a gritar comigo para que eu tirasse a mochila do banco para ele sentar (sendo que existia outras opções de assentos vagos). Consegui manter a calma, falar que já estava tirando e fiquei no meu assento soterrada por mochilas. Dez minutos depois o idiota resolveu mudar de lugar e pouco de pois desceu do ônibus. Confesso que depois fiquei pensando que ele fez aquilo comigo por eu ser estrangeira e fiquei bem sentida, mas infelizmente isso acontece na maioria dos lugares do mundo (aliás, presenciei uma cena destas em Paraty de um brasileiro sendo escroto com um argentino). Ponto negativo!

Talvez por eu já ter uma outra experiência de voluntariado a qual eu poderia comparar, esta acabou não atendendo todas as minhas expectativas. Isso não significa que foi um voluntariado ruim, muito pelo contrário: minha host me tratou super bem e tentou me agradar de diversas formas (aulas de yoga, tapas com amigos, almoço em família, quarto privativo, todas as alimentações inclusas…), porém senti falta de algumas coisas que tornariam minha experiência melhor.

Também não tenho como descer a lenha no Workaway e falar que é uma plataforma ruim por eu ter realizado apenas um voluntariado que eu não curti tanto. Acredito que seria interessante realizar pelo menos outros 2 voluntariados pela plataforma para poder compartilhar uma opinião com mais propriedade. É por isso que neste post eu compartilho curiosidades desta minha experiência e não faço uma comparação entre as plataformas de voluntariado que utilizei no meu sabático.

E você? Já fez algum voluntariado pela Workaway? Se sim, me conte pois eu quero saber mais!

Fonte: https://evefrommogi.wpcomstaging.com/

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