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A entrevista de Afrika Bambaataa ao Cultne Acervo

Com apresentação de Carlos Alberto Medeiros, legendas de Julian Cola e produção, edição e direção de Filó Filho, o projeto “Cultne em Resenha” surgiu em virtude do isolamento social devido a pandemia do COVID-19, fazendo com que a comunidade afrodescendente possa refletir e conhecer os fatos que se apresentam no seu dia-a-dia. O décimo terceiro episódio teve como convidado o DJ, Cantor, DJ e Compositor afro-americano, Afrika Bambaataa.

Afrika Bambaataa, nome artístico de Lance Taylor (Bronx, Nova Iorque, 19 de abril de 1957) é um cantor, compositor, produtor musical e DJ estadunidense conhecido por ser líder da banda Zulu Nation. Além de ter inovado os paradigmas do electro, também é reconhecido como sendo o padrinho do Hip Hop por ter sido o primeiro a utilizar o termo e dar as bases técnica e artística para o “Hip Hop” formando assim uma nova cultura que se expandia nos bairros negros e latinos da cidade de Nova Iorque e que congregava DJs, MCs, Writers (grafiteiros), B.boys e B.Girls (dançarinos de Breaking).

Nasceu e foi criado no Bronx e, quando jovem, fazia parte de uma gangue chamada Black Spades (Espadas Negras, em português), mas viu que as brigas entre as gangues não levariam a lugar nenhum. Muitos dos membros originais da Zulu Nation também faziam parte da Black Spades, que era uma das maiores e mais temidas gangues de Nova York. Bambaataa utilizou algumas gravações de diferentes tipos de música para criar Raps.

Experimentando sons, que iam desde James Brown (O pai do funk) até o som eletrônico da música “Trans-Europe Express” (da banda alemã Kraftwerk), e misturando ao canto falado trazido pelo DJ jamaicano Kool Herc, Bambaataa criou a canção “Planet Rock”, que hoje é um clássico do hip hop e do electro. Bambaataa também foi um dos líderes do Movimento Libertem James Brown, criado quando o mestre do soul e do funk estava preso e, anos depois, foi o primeiro artista a trabalhar com James Brown, gravando “Unity”. Bambaataa criou as bases para surgimento do miami bass, freestyle, ritmos que influenciaram o funk carioca na década de 90.

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